quinta-feira, 21 de junho de 2007

Intimidação: arma política dos mesquinhos, medíocres e cobardes


Seja por via da ameaça, velada ou mais claramente formulada, seja pela via do procedimento disciplinar, seja ainda pela queixa ou pela incriminação judicial, a intimidação é de há muito usada como arma política. Também entre nós, ultimamente, têm sido noticiados alguns casos, felizmente em número reduzido, mas nem por isso o facto deixa de ser preocupante. A intimidação constitui um sintoma de insegurança, de despeito ou de vingança, e é usada para coagir, o que é inadmissível em democracia.

A hipocrisia é atributo comum de muitos políticos, que usam a mentira como meio privilegiado para enganarem eleitores e representados e para assim atingirem os seus objectivos. Como a memória de eleitores ou de representados é curta, o castigo de tal forma de desonestidade costuma ser a impunidade. Daí que o seu uso esteja tão divulgado, parecendo mesmo constituir um mal congénito dos políticos menores, que os leva a mentirem compulsivamente. No jogo de enganos que a democracia representativa constitui, contudo, é pecadilho ou vício tolerado.

A intimidação é coisa diversa, que não visa iludir ou enganar. Sendo um sintoma de problemas de carácter, é recurso de gente mesquinha e de políticos medíocres, a quem faltam meios legítimos para persuadir ou convencer. É método abjecto, inadmissível em regimes de democracia representativa. Mas se o seu uso é selectivo, e para atingir o maior número ou os mais poderosos são escolhidas as vítimas mais fracas, então é também um sintoma de cobardia.

Quando a hipocrisia, a mesquinhez, a mediocridade e a cobardia se juntam na mesma personagem dão como resultado um ser desprezível e um político asqueroso. Se além do mais a personagem é um cínico, um amoral sem vergonha, então o caso pode ser sério. Deixem-no controlar as polícias e irão ver. Não perdem pela demora!

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