sábado, 23 de março de 2013

Eles "andem" aí...

Eles são o pessoal do Pinóquio. A RTP deu o mote, e até o “há-dem” Coelho já respondeu ao toque a rebate. Não tarda, teremos o Pinóquio de regresso ao pequeno ecrã na qualidade de comentador avençado a vender banha da cobra semanalmente. E sem parceiro que o iguale.

Perante o espectáculo confrangedor da “oposição construtiva” do imbecil chapado com o eu mais avantajado da política à portuguesa, os apaniguados começam a ensaiar o coro do choradinho “volta Pinóquio, estás perdoado”, a que se seguirá a merecida aclamação.

Julga o vigarista do Relvas que trazendo de volta o Pinóquio o Governo terá uma presa fácil para exibir à populaça e, apontando-lhe o putativo causador de todos os males, poderá amenizar o previsível tombo nas autárquicas e conquistar mais uns meses de governação.

Engana-se o Relvas e o restante bando de malfeitores. Como o demonstrou antes de abalar, o Pinóquio chega bem para todos eles. Um destes dias ainda o veremos a disparar com a sua conhecida agressividade: “quantos são? quantos são? venham todos, que os meto na cova de um dente”.

Os poucos anos a filosofar por Paris ter-lhe-ão permitido, ao menos, aprender que se tem despachado para canto o malfadado ministro das finanças que lhe nacionalizou o BPN e chamou a “troika” ainda estaria a cumprir o mandato? Erros destes, em política, pagam-se caro, e ele provou-o amargamente.

Do mal, o menos, pensará. Com o Governo de abalada, o melhor será começar a preparar a ascensão para tomar o lugar que por direito achará ser-lhe devido ao centro-esquerda, de modo a que o PS deixe de fazer as figuras tristes a que nos habituou nestes dois anos.


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Como mostrou na entrevista que concedeu na quarta-feira (27.03) à RTP, Pinóquio voltou em grande forma e igual a si próprio. Durante hora e meia, apesar de entrevistado por uma dupla, conduziu a conversa como e para onde quis, como peixe nas águas calmas da condescendência.

Misturando meias verdades com mentiredo descarado, o mentiroso compulsivo exibiu a conhecida agressividade, que lhe valeu o cognome de “animal feroz”, destilou os mesmos ódios de estimação, ali contra o Cavaco, e confirmou o afastamento da realidade que já mostrara durante a governação.

Indignado com a “narrativa” que lhe assaca as culpas pelo endividamento excessivo, tentou branquear aquele negro passado e, como náufrago desesperado, agarrou-se à miragem do fatídico PEC IV, com o qual salvaria a pátria que antes ajudara a enterrar. E vendeu tais ilusões com a maior desfaçatez.

Com a sua chegada ao comentário político, formando com outras abencerragens que por lá andam um curioso naipe de políticos falhados reciclados como astrólogos de pacotilha, estará armado o circo para nos entreter nesta porca miséria em que existimos.

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